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Vender: estratégias e desafios

Vender é, inequivocamente, uma tarefa complexa, sobretudo nesse momento em que milhões de pessoas não têm acesso ao mercado de consumo, existe excesso de oferta e pouca demanda. Tal realidade mostra que a aquisição de produtos e serviços é, sem dúvida, uma dos maiores desafios di sistema produtivo mundial, especialmente no Brasil.

Hoje, a expressiva quantidade de tecnologias disponibilizadas visa facilitar a vida das pessoas e a gestão das empresas. Mas, paradoxalmente, está cada vez mais difícil atrair a atenção dos consumidores e obter bons resultados financeiros.
No entendimento dessa questão, é preciso atentar para fatores de diferentes naturezas:
– Prioridade tecnológica: as pessoas, diariamente, estão centradas no universo tecnológico, acarretando aumento do individualismo, diminuição da vida coletiva e, inclusive, superficialidade no eixo de comunicação;
– Multiplicação dos meios de comunicação: o excesso de plataformas dificulta a ação dos anunciantes, das agências e dos profissionais do marketing no preparo de suas mensagens e campanhas, o que exige sensibilidade e talento;
– Desemprego crescente: os 12 milhões de desempregados constituem obstáculo às vendas, pois essa situação, além de gerar incerteza, deixa as pessoas fora do mercado de consumo e alheias aos apelos publicitários;
– Insegurança no país: a grande criminalidade existente, marcada por assassinatos, furtos, roubos, entre outros, força as pessoas a ficarem mais em casa, prejudicando o desenvolvimento econômico e social;
– Recessão prolongada: o Rio Grande do Sul, nos últimos anos, fechou milhares de estabelecimentos, acentuando a desaceleração econômica de praticamente todos os segmentos empresariais do Estado e do país.
Dentro desse panorama, os desafios têm sido a busca por resultados positivos, a aposta em investimentos e a luta pela manutenção das marcas. Algumas empresas têm desenvolvido ações para reverter esse quadro negativo e revigorar o poder de suas marcas. E seus exemplos devem ser conferidos:
– CVC Agência de Viagens, para fortalecer sua marca, adequou-se à queda da renda da população e às flutuações do dólar, propondo programas turísticos com custos mais compatíveis ao atual poder aquisitivo das pessoas;
– Lojas Renner, para alcançar resultados positivos, investiram em boa gestão, administrando de forma eficaz a oferta de produtos, o interesse dos funcionários e a necessidade dos consumidores;
– Procter & Gamble, na busca de êxito, reduziu sua linha de 1.200 para 600 produtos e fugiu da guerra de preços, o que fortaleceu as marcas e aumentou os lucros;
– Rede Zaffari, em oposição ao Nacional, investiu em comunicação pessoal e logística, o que desencadeou o surgimento de novas lojas e o posicionamento mais consolidado no mercado;
– Sicredi, diferentemente do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, aprimorou o relacionamento com o mercado e com os consumidores e, assim, ampliou suas agências.
Em todos esses casos, assumem relevância as estratégias e os diferentes sistemas de gestão, envolvendo markAnclaeting, comunicação pessoal, finanças e logística, que são os verdadeiros responsáveis pela manutenção e pela consolidação de uma marca. E esse movimento de valorização é fundamental, pois nenhuma marca, por mais forte que seja, resiste a uma estratégia e a uma gestão equivocadas.

 

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