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Movimentação constante dos consumidores e marcas*

People come to a supermarket to buy food during a break in the curfew imposed by the Honduran goverment, in Tegucigalpa on September 23, 2009. Ousted President Manuel Zelaya holed up in Brazil's embassy seeking reinstatement, urged the UN General Assembly Wednesday not to abandon the people of the troubled Central American nation AFP PHOTO/ Jose CABEZAS (Photo credit should read Jose CABEZAS/AFP/Getty Images)
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Por: Günther Staub

 

Nesses 18 anos do Marcas de Quem Decide, ocorreram muitas alterações no segmento das marcas. Foi um intenso movimento, em que milhares de marcas foram lançadas, mas poucas sobreviveram.

Nesse período, o perfil dos consumidores também mudou: crianças cresceram, adolescentes ficaram adultos e construíram famílias, adultos envelheceram e, sobretudo, as mulheres aceleraram sua participação no mercado de trabalho, alcançando liderança e aumentando a renda das famílias.

Outro fator relevante foram as novas tecnologias que passaram a interferir na sociedade, modificando e aumentando as exigências na educação e nas profissões. As pessoas de maneira geral foram obrigadas a retomar seus estudos, na tentativa de responder a essas novas necessidades.

Hoje, não existe profissão que não tenha sido afetada pelas transformações tecnológicas, e tudo isso repercutiu nos hábitos e relações das pessoas, nas famílias, nos ambientes de estudo, trabalho, lazer e, sobretudo, nas marcas.

Com tantas mudanças em tão pouco tempo, as empresas e as marcas viram-se obrigadas a buscar alternativas para fortalecer sua imagem de marca e sobreviver. Não adianta ter uma marca forte se a empresa está frágil e pode encerrar suas atividades.

Na impossibilidade de ser mantida, a marca pode ser dirigida por outra empresa, como é o caso emblemático da tradicional casa Masson; também a Polar foi retirada do mercado e, depois, retornou com grande êxito; por fim, a Neugebauer foi comprada pela Vonpar que reequipou a empresa, lançou novos produtos, produziu novo design e tornou a marca dinâmica outra vez.

São exemplos que ilustram o quanto algumas marcas conseguem sobreviver a seus criadores e/ou operadores.

Nesse sentido, o grande desafio de empresas, produtos, serviços e marcas é superar dificuldades, manter sua atividade, sobreviver no mercado e conseguir, sempre, um espaço na mente dos consumidores.

Também a mídia e os meios de comunicação perseguem essa meta, pois eles vêm perdendo diariamente leitores, telespectadores, ouvintes e, por consequência, anunciantes, o que tornou muito mais complexas suas operações.

Um exemplo disso é o grupo multimídia Globo que, na área da televisão aberta ou paga, foi levado a alterar sua programação, explorando novos assuntos, trocando apresentadores, atores, escritores, roteiristas, designers, figurinistas. Tudo isso ampliou e sofisticou ainda mais suas técnicas de pesquisa de audiência, além de evidenciar o enorme esforço e o grande investimento por parte da empresa.

E essa dificuldade é comum a todos os veículos e grupos de comunicação que, a cada dia que passa, buscam novos caminhos, novos talentos para enfrentar da melhor maneira possível as incontáveis formas de se comunicar com os consumidores.

Nesse novo contexto em que a pesquisa de mercado cresceu significativamente, é natural que a publicidade tenha evoluído, pois se tornou muito mais difícil levar o consumidor a tomar a decisão de comprar um produto ou serviço. Igualmente a venda, a promoção de vendas, o merchandising, a filosofia de preços, investimentos também precisam se atualizar.

Somente a articulação bem feita entre o marketing e a gestão correta pode trazer soluções adequadas e resultados satisfatórios para as marcas, e esse é o desafio diário de todos os segmentos ligados às empresas.

 

Diretor da Staub Comunicação & Marketing

*Texto veiculado no caderno Marcas De Quem Decide do Jornal do Comércio

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