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Desenvolvimento do Rio Grande

Günther Staub

Ao final da década de 50, o empresário Paulo Velinho deu uma entrevista ao
Diário de Notícias que foi manchete de capa “O Rio Grande precisa crescer ao ritmo
de Brasília”, e isso em plena época dos 50 anos em 5 de Juscelino Kubitschek.
Naquela entrevista, Velinho enfatizava a necessidade de o Rio Grande do Sul
aumentar sua velocidade de crescimento, pois estava ficando para trás em relação a
outros estados.
Em meados da década de 60, o jornalista Franklin de Oliveira escreveu uma
série de artigos que depois foram reunidos em um livro, intitulados “Rio Grande do
Sul: um novo Nordeste”. No livro, ele mostrava sua preocupação sobre a menor taxa
de desenvolvimento do Rio Grande, frente a outros estados, o que estava
acarretando um empobrecimento tal que levaria o estado a um estágio de
subdesenvolvimento muito grande.
Nesse longo intervalo de tempo, o Rio Grande não conseguiu atingir níveis de
excelência em vários aspectos, realmente perdendo posições na indústria. Houve
“desgauchização” no comércio, na indústria, na agricultura, na saúde, nas
exportações, na educação, na segurança pública, no saneamento básico. Mas o mais
grave foi a grande fuga de talentos, pelo fato de aqui faltarem oportunidades. Com as
más administrações públicas que tivemos e estamos tendo, nossa taxa de
investimentos caiu para 5% e, segundo as estatísticas, somos hoje um dos piores
estados brasileiros nesse quesito e, pelo que se observa, continuaremos por algum
tempo nessa triste posição.
Efetivamente, temos muito a fazer, incluindo investimento e qualificação da
educação, maturidade política para evitar rivalidades e rancores e para promover a
união das classes em torno de um só objetivo: aumentar os investimentos e a
produtividade do setor público e privado através da educação.
Mas, de fato, quem pode encabeçar essas iniciativas? Sem dúvida contamos
com a totalidade da classe política (todos os partidos), a totalidade da classe
empresarial da indústria, comércio, agricultura e serviços e todas as entidades que
representam esses segmentos. Incluem-se, ainda, universidades, sindicatos de
empresas, empregados e empresários, judiciário, forças de segurança e entidades
profissionais (mais de 50 ao todo), líderes religiosos e meios de comunicação. É
necessário que todos deixem de lado suas rivalidades políticas, religiosas, regionais,
raciais, culturais e futebolísticas e se unam em torno de um só objetivo: desenvolver
o Rio Grande do Sul. Vamos começar agora? Nós ainda temos ótimos recursos
humanos.

Diretor da Staub Comunicação e Marketing

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